Darcio Calligaris

Farmacêutico bioquímico atuando por 40 anos na indústria farmacêutica, autor do livro Farmacotécnica – Revestimento de Formas Farmacêuticas Sólidas, o primeiro livro publicado sobre este tema no Brasil.
Professor universitário por 20 anos, atualmente ministra palestras e cursos de especialização e pós-graduação.
Autor do Livro Reflexões para a vida – mensagens e pensamentos, publicado em 2024.
Participou de 10 coletâneas durante 15 anos como acadêmico fundador da ALLA – Academia Louveirense de Letras e Artes, na cidade de Louveira.
Acadêmico Fundador da ALI – Academia de Letras de Indaiatuba em 2025.
Cadeira numero 8 da Academia de Letras de Indaiatuba.
Patrono: Augusto dos Anjos
“Que ninguém doma um coração de poeta!”
Augusto dos Anjos, poeta
Elogio ao Patrono

Augusto dos Anjos
“Falas de amor, e eu ouço tudo e calo! O amor da humanidade é uma mentira”.
Augusto dos Anjos.
Augusto dos Anjos, poeta que cativa por sua originalidade, pela linguagem e pelas reflexões sobre a natureza humana e a existência.
Sua obra combina vocabulário médico, científico, filosófico e psicológico com expressões populares, o que a torna única na poesia brasileira.
Augusto dos Anjos expõe em seus versos uma eterna mágoa, uma dor existencial que atinge todos os seres humanos. A força de seus poemas e suas profundas reflexões desafiam a tradição literária e tocam leitores de diferentes gerações.
Frequentemente chamado de “Poeta da Morte”, Augusto dos Anjos é tido como o mais sombrio e intrigante dos nossos poetas, com uma obra marcada por pessimismo, melancolia e uma busca angustiada pelas razões existenciais.
A psicologia em seus versos vai da exploração da experiência humana e da consciência à reflexão sobre a condição do homem e sua relação com a natureza.
Publicou apenas um livro em vida: Eu (1912). Posteriormente, com a inclusão de novos poemas, a obra passou a se chamar “Eu e outras poesias” (1928), reunindo 58 composições.
Seus poemas não são românticos, embora muitas vezes tratem de amor. Seu vocabulário causava estranhamento, sendo frequentemente visto como inadequado se comparado ao dos poetas de sua época – mesmo hoje, sua poesia continua a surpreender.
Augusto dos Anjos é considerado pela crítica o mais original dos poetas brasileiros. Seus versos, majoritariamente decassílabos, seguem esquemas de rimas emparelhadas, interpoladas e alternadas, como ABBA/ABBA/CCDEED.
Convido o leitor a ler algumas de suas poesias, com o olhar aberto para enxergar nelas novos significados.
“Nem sempre é puro romance: nem só de amor vive o poeta”.
Augusto dos Anjos
