Alberto Martins

Natural de Indaiatuba, Alberto Martins realizou sua formação escolar básica na própria cidade, no Grupo Escolar Randolfo Moreira Fernandes e no Colégio Dom José de Camargo Barros.
Iniciou suas atividades docentes na Escola de Comércio de Indaiatuba, concomitantemente enquanto cursava a licenciatura em Matemática pela PUC-Campinas.
Ingressou no magistério superior na PUC-Campinas e simultaneamente iniciou o mestrado em Matemática na UNICAMP, obtendo o título de Mestre com pesquisa na área de Análise.
Atuou como docente na PUC-Campinas em diversas disciplinas das ciências exatas e tecnológicas. No mesmo período, exerceu funções de gestão universitária, como a coordenação de departamentos, a direção do Instituto de Ciências Exatas (ICE) e a Vice-Reitoria para Assuntos Administrativos da instituição.
Assumiu a Superintendência da Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura (FIEC), participou como cofundador dos Colégios Integral (Itu e Indaiatuba) e da Faculdade Max Planck (Indaiatuba).
Retornou à pesquisa acadêmica como aluno regular do doutorado em Matemática Aplicada no IMECC-UNICAMP, concluindo com tese focada em lógica e integrais fuzzy.
Elogio ao Patrono

Pablo Neruda
Pablo Neruda, nascido em 12 de julho de 1904, no Chile, tem seu registro como Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto.
Filho de um ferroviário e de uma professora que faleceu precocemente, Neruda cresceu em Temuco, onde a natureza exuberante marcou sua sensibilidade poética. Para evitar a desaprovação paterna, adotou o pseudônimo inspirado no escritor tcheco Jan Neruda, nome que mais tarde incorporaria legalmente.
Em 1924, conquistou o cenário internacional com Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada, obra que se tornou um dos pilares do lirismo amoroso mundial.
Sua carreira diplomática levou-o à Ásia e à Europa, onde a convivência com Federico García Lorca e os horrores da Guerra Civil Espanhola transmutaram sua arte.
Atuante na política, foi eleito senador em 1945, enfrentando a clandestinidade e o exílio por suas convicções.
Na maturidade, sua escrita atingiu uma simplicidade universal em obras como Odes Elementares e Memorial de Isla Negra, voltando-se ao cotidiano e à essência da condição humana.
O comitê do Nobel destacou sua capacidade única de unir lirismo e consciência histórica, dando voz a todo um continente.
Amigo de Salvador Allende, Neruda viveu seus últimos dias sob a égide do golpe militar chileno de 1973. Sua morte selou sua imagem como símbolo de liberdade intelectual, sendo sua última obra publicada postumamente, “Confesso que vivi”. Deixando um legado vasto que abrange o épico e o existencial, Neruda permanece como a "voz de um continente", cuja poesia continua viva pela universalidade de seus temas e pela força indomável de sua linguagem simbólica.
