Guilherme Vinícius Menezes Silva

Guilherme Vinícius Menezes Silva é Mestre em Ciências da Religião, com bolsa CAPES, e Licenciado em Filosofia pela PUC-CAMPINAS. Especialista em Teologia e em Ensino de Geografia. Professor e pesquisador na área de Ciências Humanas, leciona na educação básica.
É membro efetivo da ALI Academia de Letras de Indaiatuba/SP, ocupando a cadeira 25, tendo como patrono Jean-Paul Sartre. E membro correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni/MG.
Desde pequeno sempre foi muito voltado aos estudos, a leitura e a escrita. Entretanto, só começou a escrever textos autorais em 2017 no primeiro ano da faculdade de Filosofia. Algumas reflexões e poesias postava no Instagram, até que no ano de 2024 teve a oportunidade de participar de um concurso da Editora Vivara. E um poema seu foi selecionado e esteve no livro que eles produziram e publicaram que se chama, Poesia Livre 2024. Tem algumas publicações acadêmicas, textos em Anais de Congressos e um artigo científico em uma revista científica de filosofia - A questão da técnica no ambiente digital em perspectiva heideggeriana publicado na revista Cadernos do PET Filosofia da Universidade Federal do Piauí (UFPI)
No ano de 2025, em fevereiro, com o incentivo e ajuda de um amigo, por meio da editora Uiclap, publica seu primeiro livro – Desvelamento Reflexões de um jovem pensador, que traz reflexões e poesias com uma pitada de Filosofia.
Instagram: @menezes.guiss
E-mail: hesed.gui@gmail.com
Elogio ao Patrono

Jean-Paul Sartre
Jean-Paul Sartre, (1905-1980) foi um filósofo e escritor francês, um dos maiores representantes do pensamento existencialista na França. "O Ser e o Nada" foi o seu principal trabalho filosófico, no qual formulou seus pressupostos existencialistas.
Jean-Paul Charles Aymard Sartre, conhecido como Jean-Paul Sartre, nasceu em Paris, França, no dia 21 de junho de 1905. Filho de Jean Baptiste Marie Eymard Sartre, oficial da Marinha Francesa, e de Anne-Marie Sartre, ficou órfão de pai com dois anos de idade.
Jean-Paul Sartre foi o expoente máximo do "Existencialismo" – corrente filosófica que pregava a liberdade individual do ser humano.
Em 1943, Sartre publicou “O Ser e o Nada” (1943), seu trabalho filosófico mais conhecido, quando formulou seus pressupostos filosóficos que determinaram o pensamento e a posição essencial da geração de intelectuais do pós-guerra. Sartre vinculou a filosofia existencial ao marxismo e à psicanálise.
Com Sartre a existência humana não necessita mais de justificativa exterior e o "aqui e agora é a questão da vez".
Para Sartre, “estamos condenados a ser livres” - essa é a sua sentença para a humanidade, uma vez que a “existência precede a essência”, ou seja, não nascemos com uma função pré-definida. Para ele, a consciência coloca o homem diante da possibilidade de escolher o que ele será, pois essa é a condição da liberdade humana. Escolhendo a sua ação o homem escolhe a si mesmo, mas não escolhe a sua existência.
Essa mesma liberdade, que não pode negar-se a si mesma, gera o sentimento de que a escolha carece de importância e está na base da angústia. O texto evidencia sobretudo a questão da liberdade individual em conflito com a convivência social.
Para Sartre a má-fé do homem seria mentir para si mesmo, tentando se convencer de que não é livre. O problema surge quando seus projetos pessoais entram em conflito com o projeto de vida dos outros.
Eles, os outros, tiram parte da sua autonomia, por isso, as escolhas devem ser pensadas uma vez que vão definir a existência de cada um. Ao mesmo tempo, é pelo olhar do outro que reconhecemos a nós mesmos – daí a origem da célebre frase de Sartre: “O inferno são os outros”.
Em seu breve tratado “O Existencialismo é um Humanismo" (1946), cujo conceito de liberdade passou a ser apresentado não mais como valor em si que prescinde de objetivo ou propósito, mas como instrumento dos esforços conscientes
A escolha de Sartre como patrono se deu a uma forma de colocar em destaque minha formação de origem, a saber, a Filosofia. E um modo de expressar uma das minhas grandes influências, o Existencialismo. Jean-Paul Sartre não é apenas filósofo, mas também estabeleceu sua presença em obras literárias como romances e teve uma forte presença de atuação política como ativista em seu tempo, não foi um intelectual de escritório. Isso tem uma ligação direta com meu modo de entender e viver como intelectual, pesquisador, professor e acadêmico.
