Elogio ao Patrono

Mário Quintana
Apontamentos sobre Mario Quintana, o poeta das coisas simples
Rubens Pantano Filho[1]
Academia de Letras de Indaiatuba
Cadeira n.º 31 – Patrono: Mario Quintana
Deixa-me Seguir para o Mar
Tenta esquecer-me... Ser lembrado é como
evocar-se um fantasma... Deixa-me ser
o que sou, o que sempre fui, um rio que vai fluindo...
Em vão, em minhas margens cantarão as horas,
me recamarei de estrelas como um manto real,
me bordarei de nuvens e de asas,
às vezes virão em mim as crianças banhar-se...
Um espelho não guarda as coisas refletidas!
E o meu destino é seguir... é seguir para o Mar,
as imagens perdendo no caminho...
Deixa-me fluir, passar, cantar...
toda a tristeza dos rios
é não poderem parar!
Mario Quintana
Mario Quintana homem comum
Mário de Miranda Quintana nasceu na cidade de Alegrete, município da região sudoeste do estado do Rio Grande do Sul, distante 509 km de Porto Alegre, no dia 30 de julho de 1906. Foi o terceiro filho de Celso de Oliveira Quintana e Virgínia Palma de Miranda Quintana (Venturin, 2010).
Quintana iniciou seus estudos em sua cidade natal, na Escola Elementar Mista de Dona Mimi Contino (Dantas, 2015) e depois na escola do português Antônio Cabral Beirão. Com seus pais, aprendeu as primeiras noções de francês. Também foram eles que lhe apresentaram a poesia, algo marcante em sua infância, que ele levaria para o resto de sua vida e que “... mais tarde se transformaria em sua constante busca pela palavra precisa...” (Lima, 2016, p. 17).
Figura 1 – Mario Quintana quando criança

Fonte: autor desconhecido. O poeta brasileiro Mario Quintana (1906-1994), quando criança. 1907/1908. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Mario_Quintana_criança.JPG
Em 1919, mudou-se para Porto Alegre, ingressando no Colégio Militar, no qual permaneceu em regime de internato até 1924. Nessa época, publicou seus primeiros versos na revista literária Hyloea, dos alunos do referido colégio.
Anos mais tarde, em 1923, sob o pseudônimo de “JB”, Mário Quintana publicou um soneto no jornal de Alegrete. Um ano depois, em 1924, ele deixou o Colégio Militar e começou a trabalhar como atendente na Livraria do Globo, onde permaneceu durante três meses. Logo mais, em 1925, retornou para Alegrete, passando a trabalhar na Pharmácia Quintana, estabelecimento de seu pai.
Em 1926, Mário Quintana ficou órfão de mãe e fixou-se em Porto Alegre, época em que foi premiado em um concurso de contos do jornal “Diário de Notícias”, com o conto “A Sétima Passagem”. No ano seguinte, 1927, também ficou órfão de pai.
Em 1929, Quintana começou a trabalhar como tradutor na redação do jornal “O Estado do Rio Grande”, dirigido por Raul Pilla um dos fundadores do Partido Libertador, do grupo dos chamados maragatos (Venturin, 2010), termo utilizado para identificar os federalistas no Rio Grande do Sul, especialmente durante a Revolução Federalista (1893-1895). Foi nesse periódico que conheceu escritores e intelectuais como Augusto Meyer e Erico Verissimo.
Em 1930, a Revista Globo e o Correio do Povo publicaram os versos do poeta. No Golpe Militar do mesmo ano, o jornal “O Estado do Rio Grande” foi fechado e Mário Quintana partiu para o Rio de Janeiro, onde ingressou como voluntário no 7.º Batalhão de Caçadores de Porto Alegre. Seis meses depois, retornou para Porto Alegre e retomou seu trabalho como tradutor na Editora Globo, sob a direção de Érico Veríssimo (Venturin, 2010).
Mario Quintana poeta
Em 1934, Mario Quintana iniciou sua carreira de tradutor, publicando uma versão para o português do livro Palavras e Sangue, do escritor italiano Giovanni Papini (1881 - 1956). Segundo Trevisan (1996), nessa função teria traduzido em torno de 138 títulos, de vários autores, entre os quais: Emil Ludwig, Lin Yutang, Charles Morgan, Balzac, Guy de Maupassant, Voltaire, André Gide, Virgínia Woolf, Aldous Huxley, Somerset Maughan, Joseph Conrad e Graham Green.
Em 1936, Mário Quintana transfere-se para a Livraria do Globo, onde trabalha com Érico Veríssimo. Nessa época seus textos são publicados na revista Ibirapuitan.
Seu primeiro livro de poesia, A Rua dos Cataventos, obra que reúne sonetos de influência parnasiana, é publicado em 1940. A rua aludida, que é produto da imaginação do autor, consiste em um conjunto de 35 poemas sob a forma de soneto, dedicado aos irmãos Milton e Marietta (Martins, 2007). Nesse mesmo ano, ele também foi indicado para a Academia Brasileira de Letras. Sobre a publicação A Rua dos Cataventos, Martins (2007, p. 2) ainda assinala que:
O título da obra já revela características evasionistas do poeta, sendo que a rua aludida é produto da imaginação pura. No livro, o poeta personifica a cidade com a qual dialoga. Ele já adverte que a cidade que será apresentada dentro da obra é a cidade que ele próprio pintou: um cenário urbano que faz parte de sua criação, distanciando-se do real e aproximando-se do mundo dos sonhos.
Na obra seguinte, Canções, de 1946, um marco na poesia de Quintana, o poeta abandona a rigidez formal dos sonetos, revela poemas de mais liberdade formal, adotando uma linguagem mais livre e experimental, tendência que permanece em obras posteriores.
Segundo Trevisan (1996), no período entre 1947 e 1953, Mario Quintana publicou cinco livros: O batalhão das letras (1947), um poema infantil; Sapato florido (1948), poemas em prosa; O aprendiz de feiticeiro (1950), poemas de forma e verso livre; Espelho mágico (1951); e Inéditos e esparsos (1953).
Em 1953, Quintana passou a trabalhar no Correio do Povo, jornal em que foi colunista da página de cultura até 1977. Em 1966, quando o poeta completou 60 anos, é publicada a sua Antologia Poética, com 60 poemas inéditos, organizada pelos escritores Rubem Braga (1913 - 1990) e Paulo Mendes Campos (1922 - 1991), pela qual Quintana recebeu o prêmio Fernando Chinaglia de melhor livro do ano.
Mario Quintana traduziu mais de 130 obras, entre elas Em Busca do Tempo Perdido, do francês Marcel Proust e Mrs. Dalloway, da escritora britânica Virginia Woolf.
Por sua obra, em 1967, ele recebeu o título de Cidadão Honorário de Porto Alegre. Em 1976, o poeta foi homenageado com a medalha Negrinho do Pastoreio, condecoração do governo do Rio Grande do Sul. Em 1980, recebeu o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra (Carvalhal, 2005). No ano seguinte, em 1981, o prêmio Jabuti, na categoria Personalidade Literária do Ano, pela Câmara Brasileira do Livro.
Em 1982, Mario Quintana recebeu o título de Doutor Honoris Causa outorgado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). No ano de 1986, receberia mais dois títulos Honoris Causa da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRGS). Em 1989, também recebeu mais duas vezes a mesma comenda pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e ainda pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) (Trevisan, 1996).
Figura 2 – Mario Quintana.

Fonte: autor desconhecido. Mario Quintana. 1966. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Mario_Quintana,_1966.tif
Quintana concorreu três vezes a uma vaga na Academia Brasileira de Letras (ABL), mas nunca conseguiu ganhar. Posteriormente, recusou o convite quando convidado para se candidatar pela quarta vez. Uma das teses sobre um de seus poemas mais populares, o “Poeminha do Contra”, é que, diante dessas negativas para seu ingresso, ele o teria escrito como resposta bem humorada e sarcástica ao descaso dos “imortais”:
Poeminha do Contra
Todos esses que aí estão
Atravancando o meu
caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!
Características literárias de Quintana
Mário Quintana é considerado um dos maiores nomes da poesia nacional (Rodrigues, 2016). Os críticos literários associam Quintana à segunda geração modernista, na qual os escritores passam a dedicar-se à reflexão sobre o mundo contemporâneo. Sobre a obra do poeta, Lisboa (2009, 225) assinala que:
o sentido atemporal de sua poesia reforça ainda mais sua universalidade como poeta e nos remete para uma poesia centrada na existência da vida cotidiana, na qual tempo e espaço parecem pouco significativos. A grandeza de Quintana está em aliar técnica e inspiração, transformando a vida em matéria poética, sintetizando a existência humana e nos obrigando a refletirmos sobre a efemeridade da vida e sobre nossa condição de mortais.
Mestre da palavra, do humor e da síntese poética, a poesia, embora considerada por ele “um vício triste”, foi sua maior companheira. A naturalidade e a espontaneidade da poesia de Quintana são elementos que conquistam até hoje seus leitores.
A simplicidade é uma das características de seus escritos; usando da linguagem coloquial, próxima da oralidade, mas, ao mesmo tempo, sensível e profunda, seus textos contemplam uma leitura delicada do cotidiano, buscando sempre a perfeição técnica. Um tom bem-humorado e irônico geralmente está presente em seus poemas, como pode ser observado nesta frase de sua autoria: “Era um grande nome - ora que dúvida! Uma verdadeira glória. Um dia adoeceu, morreu, virou rua... E continuaram a pisar em cima dele.”
Com um amor e respeito pela natureza, ele descreve elementos naturais com detalhes e admiração. Seus poemas levam o leitor a refletir sobre os temas da vida; questionamentos existenciais estão bastante presentes em sua obra. Para ele, “O poeta se encarrega de catalisar, num gesto, a aparente simplicidade das coisas, revelando sua real complexidade.” (Alves, 2015, p. 25).
Sobre a obra de Quintana, Lima (2016, p. 30) afirma o seguinte:
Acreditamos que esse reconhecimento se deva ao fato de que Mario Quintana tenha conseguido, ao longo de seu trabalho como artífice da palavra, demonstrar uma consciência apurada de seu fazer poético, além de expressar as sutilezas do cotidiano, através de uma linguagem cristalina, mas não simplista ou medíocre e como poucos, conseguiu ser um lírico com humor. Fez das palavras a matéria de sua poesia e utilizou-as de maneira lúdica e descontraída, como as crianças o fazem, comunicando-se não apenas com os leitores da academia, mas tornou-se um poeta conhecido entre o grande público leitor comum. Adorado pelas crianças e admirado pelos adultos, sua poesia ultrapassou as fronteiras de Porto Alegre, onde é tido como componente da paisagem e do imaginário, e tornou-se conhecido em todo o país.
Lisboa (2009, p. 235) assinala que “... A grandeza de Quintana está em aliar técnica e inspiração, transformando a vida em matéria poética, sintetizando a existência humana e nos obrigando a refletirmos sobre a efemeridade da vida e sobre nossa condição de mortais.”
Essa grandiosidade de Quintana foi explicitada na saudação que lhe dirigiu Manuel Bandeira, em 25 de agosto de 1966, em sessão na Academia Brasileira de Letras (Venturin, 2010):
Meu Quintana, os teus cantares
Não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares.
Quinta-essência de cantares...
Insólitos, singulares...
Cantares? Não! Quintanares!
Quer livres, quer regulares,
Abrem sempre teus cantares
Como flor de quintanares.
São cantigas sem esgares,
Onde as lágrimas são mares
De amor, os teus quintanares.
São feitos esses cantares
De um tudo-nada: ao falares,
Luzem estrelas e luares.
São para dizer em bares
Como em mansões seculares
Quintana, os teus quintanares.
Sim, em bares, onde os pares
Se beijam sem que repares
Que são casais exemplares.
E quer no pudor dos lares,
Que no horror dos lupanares,
Cheiram sempre teus cantares.
Ao ar dos ares,
Pois são simples, invulgares,
Quintana, os teus quintanares.
Por isso peço não pares,
Quintana, os teus cantares...
Perdão! Digo quintanares.
Impressões sobre a poesia Quintana: a experiência do tempo
Na obra A vaca e o hipogrifo (2008), precisamente no poema “A poesia é necessária” (Quintana, 2008, p. 238), Mário Quintana afirma que os leitores comuns são poetas inéditos, pois a poesia representa a única forma de novidade genuína. Nas palavras do autor:
E, mesmo para os leitores de poemas, que são todos eles poetas inéditos, a poesia é a única novidade possível. Pois tudo já está nas enciclopédias, que só repetem estupidamente, como robôs, o que lhes foi incutido. Ou embutido. Ah, mas um poema, um poema é outra coisa...
Estimulado por essa provocação, arrisco-me a registrar algumas impressões sobre o que sua poesia desperta em mim, um leitor comum.
A obra de Quintana dedica-se a refletir sobre os pequenos acontecimentos do cotidiano, revelando as sutilezas da vida comum. A crítica especializada destaca sua habilidade em transformar o trivial em matéria poética de alcance universal, o uso de ironia e humor, a profundidade que contrasta com a leveza, a influência do Modernismo mesclada a um estilo próprio e uma escrita concisa e acessível.
Contudo, o que, a meu ver, mais a distingue é sua capacidade de despertar sensações que a vida moderna, com seu ritmo frenético, tende a sufocar.
O poema “A vida” (Quintana, 2008, p. 76), por exemplo, cria um lapso de suspensão temporal, como se nos colocasse na contramão da pressa e do imediatismo da vida moderna que nos assola com a constante sensação de estarmos atrasados, sobrecarregados de mensagens e mergulhados em notificações incessantes:
A vida
Se a vida é tão curta como dizes
Por que é que me estás lendo até agora?
Um poema com estrutura de pergunta retórica que, em tom irônico e reflexivo, provoca o leitor. Pode ser interpretado como uma crítica social, como mencionado acima ou como um comentário metalinguístico, no qual o autor brinca com o fato de estar sendo lido.
A estrutura de pergunta retórica, em tom irônico e reflexivo, provoca o leitor a confrontar a contradição entre discurso e prática: se a vida é curta, por que desperdiçamos tanto tempo? Trata-se de um convite à reflexão sobre nossas escolhas cotidianas e da atual configuração social. O poema também pode ser interpretado como crítica social ou comentário metalinguístico - o autor brinca com o simples fato de estar sendo lido.
O tema também se manifesta em “Verão” (Quintana, 2008, p. 79), como neste trecho:
“A tarde é uma tartaruga com o casco pardacento de poeira, a arrastar-se interminavelmente. Os ponteiros estão esperando por ela. Eu só queria saber quem foi que disse que a vida é curta...”
A metáfora da tarde como uma tartaruga evoca a lentidão, a monotonia e o peso do tempo. O “casco pardacento de poeira” reforça a ideia de desgaste, enquanto “a arrastar-se interminavelmente” intensifica a sensação de que o tempo não passa. Alguns leitores, mais imediatistas, podem perceber a cena como sufocante; no entanto, para mim, os versos seguintes revelam um tom libertador:
“Os ponteiros estão esperando por ela.”
Aqui, Quintana inverte a lógica do tempo: não é a tarde que segue os ponteiros, mas os ponteiros que parecem depender do ritmo arrastado da tarde. O efeito é o de uma suspensão temporal, como se até o relógio fosse incapaz de acelerar a experiência. E não é justamente o tempo - ao lado do espaço - um luxo da vida moderna?
Por fim, no verso “Eu só queria saber quem foi que disse que a vida é curta...”, Quintana encerra com ironia e crítica. Depois de descrever uma tarde interminável, questiona o clichê da brevidade da vida. O contraste entre a lentidão do momento e a pressa do mundo: talvez o tempo não seja, afinal, algo objetivo, mas uma experiência subjetiva, moldada por nossa sensibilidade.
A meu ver, a obra de Mário Quintana é, antes de tudo, um convite à contemplação - um resgate das sensações que, no turbilhão do cotidiano, correm o risco de serem esquecidas.
As obras de Quintana
· A Rua dos Cata-ventos (1940)
· Canções (1946)
· Sapato Florido (1948)
· O Batalhão de Letras (1948)
· O Aprendiz de Feiticeiro (1950)
· Espelho Mágico (1951)
· Inéditos e Esparsos (1953)
· Poesias (1962)
· Antologia Poética (1966)
· Pé de Pilão (1968) – literatura infanto-juvenil
· Caderno H (1973)
· Apontamentos de História Sobrenatural (1976)
· Quintanares (1976)A Vaca e o Hipogrifo (1977)
· Prosa e Verso (1978)
· Na Volta da Esquina (1979)
· Esconderijos do Tempo (1980)
· Nova Antologia Poética (1981)
· Mário Quintana (1982)
· Lili Inventa o Mundo (1983)
· Os Melhores Poemas de Mário Quintana (1983)
· Nariz de Vidro (1984)
· O Sapato Amarelo (1984) – literatura infanto-juvenil
· Primavera Cruza o Rio (1985)
· Oitenta Anos de Poesia (1986)
· Baú de Espantos (1986)
· Da Preguiça como Método de Trabalho (1987)
· Preparativos de Viagem (1987)
· Porta Giratória (1988)
· A Cor do Invisível (1989)
· Antologia Poética de Mário Quintana (1989)
· Velório sem Defunto (1990)
· A Rua dos Cata-ventos (1992)
· Sapato Furado (1994)
· Mário Quintana – Poesia completa (2005)
· Quintana de Bolso (2006)
· Objetos Perdidos y Outros Poemas (1979) – Buenos Aires, AR.
· Mário Quintana. Poemas (1984) – Lima, Peru.
Anos finais
Mário Quintana não se casou nem teve filhos. Não tinha domicílio fixo, viveu de 1968 até 1980 no Hotel Majestic, na Rua dos Andradas; em seguida, ficou alojado no Hotel Royal, na Rua Marechal Floriano; e, finalmente, no Apart Hotel Residence, na Rua André da Rocha, todos situados no centro histórico de Porto Alegre (Alves; Miranda, 2017). Em 1983, o Hotel Majestic, onde o poeta morou de 1968 a 1980, foi tombado como patrimônio histórico e transformou-se na Casa de Cultura Mario Quintana (Lima, 2016).
Figura 3 – Casa de Cultura Mario Quintana

Fonte: Renato Soares. Casa de Cultura Mario Quintana. 2018. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:RenatoSoares_CasadeCulturaMarioQuintana_PortoAlegre_RS_(40256588664).jpg
Mario Quintana, o poeta das coisas simples, por sua linguagem acessível e temas cotidianos, faleceu perto de completar 88 anos, no dia 5 de maio, de 1994, em Porto Alegre, de insuficiência cardíaca e respiratória. Sua morte comoveu tremendamente seu estado natal. Ele estava internado no Hospital Moinho de Ventos em Porto Alegre com infecção intestinal e insuficiência respiratória. Seus restos mortais estão sepultados no Cemitério São Miguel e Almas, em Porto Alegre.
Referências
ALVES, Priscila Viana; MIRANDA, Elis de Araújo. Uma leitura geográfica da obra de Mario Quintana. Paper do NAEA, v. 26, n.º 1 (Ed. 377), 2017, p. 1-15.
CARVALHAL, Tania Franco. Itinerário de Mario Quintana. In: QUINTANA, Mario. Mario Quintana: poesia completa: em um volume. Organização de Tania Franco Carvalhal. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005.
DANTAS, Cloacir Gomes. “Quem sou eu?”: uma (re)construção do sujeito por meio da narrativa autobiográfica – proposta didática com um olhar nas interações em sala de aula. 2015. Relato de Experiência. (Mestrado Profissional em Letras em Rede Nacional). 102 f. Universidade Federal do rio Grande do Norte. Currais Novos, 2015.
LIMA, Tatiana Vieira. Mario Quintana: a (re)invenção lírica da infância. 2016. Dissertação (Mestrado em Letras). 86 f. Universidade Federal do Ceará. Fortaleza, 2016.
LISBOA, Tânia Winch. Consciência e Inspiração como Possibilidades Poéticas em Mario Quintana. Signo, v. 34, n.º 57, jul/dez 2009, p. 219-238.
MARTINS, Anna Faedrich. Porto Alegre, a “pequena cidade grande” de Mario Quintana. Revista Eletrônica de Crítica e Teoria de Literaturas, v. 3, n.º 2, jul/dez 2007, p. 1-13.
QUINTANA, Mario. A vaca e o Hipogrifo. Rio de Janeiro: MEDIAfashion, 2008.
RODRIGUES, Walace. As reflexões de Mario Quintana sobre o fim da vida. Almanaque Multidisciplinar de Pesquisa, Ano III, v. 1, n.º 2, 2016, p. 68-78.
TREVISAN, Armindo. Mario Quintana: poeta gaúcho e universal. Porto Alegre: Prata, 1996.
VENTURIN, Daiane. Poética de Mario Quintana: uma teoria recortada a partir do Caderno H. 2010. Dissertação (Mestrado em letras). 113 f. Universidade de Caxias do Sul. Caxias do Sul, 2010.
[1] Doutor em Engenharia e Ciência dos Materiais, Mestre em Ensino de Física, Mestre em Engenharia e Ciência dos Materiais. Docente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP). E-mail: rubenspantano@ifsp.edu.br


